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Rinocerontes negros são reintroduzidos ao seu habitat em Ruanda após 10 anos

Rinocerontes ao redor do mundo estão enfrentando uma ameaça à sua sobrevivência sem precedentes. Apesar da caça, para a comercialização de seus chifres, continuar a aproximá-los da extinção, um raro vislumbre de esperança surgiu. Na primeira semana de maio, foi possível ver os primeiros rinocerontes negros a passear pelos campos de Ruanda após 10 anos, graças ao grupo de conservação African Parks, que conseguiu reintroduzir 20 destes animais ao Parque Nacional de Akagera.

“Os rinocerontes são um dos maiores símbolos da África, mas eles estão severamente ameaçados e sua população está em declínio em muitas partes do continente devido ao comércio de chifres de rinoceronte extremamente lucrativo e ilegal”, disse Peter Fearnhead, diretor executivo da African Parks, em um declaração. “O retorno dos rinocerontes a este país, no entanto, é um testemunho do compromisso extraordinário de Ruanda com a conservação e é outro marco na restauração da diversidade natural de Akagera”.

Acredita-se que na década de 1970, cerca de 50 destes animais ainda vagavam pelo parque. Mas nos anos seguintes, o aumento da caça ilegal e os horrores da Guerra Civil de Ruanda, atingiram cruelmente a vida selvagem e em 2007 o último rinoceronte negrofoi avistado, confirmadamente, não só em Akagera, mas em todo o país. Porém, em 2010 o parque foi ocupado pelo grupo African Parks, que se esforça para restaurar o que é o maior trecho de zona húmida protegida na África Central.

Com a gestão do grupo, o parque nacional conseguiu prosperar. É agora o lar de rebanhos de elefantes nômades, bandos de hipopótamos e até leões, que foram reintroduzidos há dois anos, após a sua ausência em todo o país por 15 anos. Desde que os sete originais foram lançados no parque, seus números se duplicaram à medida que os leões se reproduziram.

Apesar dos esforços, as ameaças aos rinocerontes não diminuíram desde a sua extração. A caça furtiva ainda é abundante em grande parte da África, mesmo com apenas aproximadamente 5.000 rinocerontes negros sobreviventes. Em razão destes fatos, a equipe gastou grandes esforços na preparação dos terrenos e para o fortalecimento da segurança, antes que os animais, provenientes da África do Sul, chegassem ao país. Nos seis anos que o African Parks tem gerenciado o parque, a organização diz ter visto a caça diminuir a um mínimo histórico.

Existe agora uma unidade dedicada ao rastreamento e proteção de rinocerontes, que inclui uma equipe canina de prevenção à caça furtiva, bem como uma vigilância regular de helicópteros sobre o parque. Os rinocerontes que foram introduzidos são membros da subespécie rinoceronte negro oriental. Com aproximadamente 1.000 destes animais ainda vivos, sua sobrevivência está perigosamente no limite. Espera-se que esta reintrodução forme uma nova população e ajude a proteger a espécie contra a extinção.

Originalmente publicado em IFLS

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