Robô em formato de peixe é projetado para nadar nos mares de Europa, uma das luas de Júpiter

Créditos: NASA/Cornell University/NSF
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Créditos: NASA/Cornell University/NSF
Créditos: NASA/Cornell University/NSF

A NASA e a ESA pretendem lançar uma sonda às proximidades do planeta Júpiter, na órbita da lua Europa, e por uma boa razão: esse satélite é um dos candidatos do nosso sistema solar a ter vida alienígena. Isso porque acredita-se que haja um vasto oceano de água líquida abaixo de sua porção congelada, que poderia conter ingredientes essenciais à vida. O aquecimento provocado por sua órbita, em um processo conhecido como “aquecimento de maré”, também poderia prover a energia e a química necessárias para que seres vivos surjam.

Orbitas esse satélite e analisá-lo por meio de instrumentos nos proveria, com alguma clareza, especulações sobre o que foi citado. Mas, que tal ir mais profundamente? Esse é o sonho de muitos engenheiros de Cornell, que projetaram um “robô-peixe”, supostamente capaz de navegar pelos oceanos de Europa.

Inspirado pela lampreia, uma espécie de enguia dentuda, o robô poderá se mover e se comportar como um peixe, ainda que se pareça com uma lula. O design inovador desse explorador também inclui “tentáculos” eletrodinâmicos, que irá servir como “coletores de energia”. As estruturas irão dar poder ao robô usando a força, a partir de forte campos eletromagnéticos provindos de Júpiter.

Além de embelezar vários instrumentos do robô, a energia gerada também daria poder ao seu sistema de propulsão, pois iria fazer com que o objeto pudesse se locomover no ambiente líquido a partir da eletrólise da água, um processo que transforma moléculas de H2O em H2 e O2. Os gases seria, então, armazenados separadamente em câmaras internas, prontos para serem reagidos e, então, inflamados por uma faísca, criando uma mini-explosão que conduziria a sonda para frente. Alternativamente, as redações poderiam ser usadas para mover os tentáculos, o que ajudaria mais na locomoção.

“A tecnologia que propomos considera a existência de sondas com baterias de tempo de vida útil limitado, grandes painéis solares ou energia nuclear”, diz Mason Peck, co-invetigador principal. “Nesse aspecto, é um conceito inovador”.

Outra característica inovadora é a “pele” do robô, que seria composta por um material elástico e eletroluminescente capaz de iluminar o ambiente ao seu redor, o que seria preciso para que imagens sejam capturadas.

A proposta intrigante foi aceita com interesse, e ainda venceu em uma seleção, conseguindo o apoio da NASA e 100 mil dólares. Embora mais trabalho seja necessário, se o projeto tiver sucesso, poderá receber mais outro financiamento em massa de 500 mil dólares.


Traduzido e adaptado de:

http://IFFCG/technology/fishy-robot-designed-dunk-europa-s-oceans

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