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Se todo o gelo terrestre derretesse, essas seriam as consequências

Transcrição do vídeo:

A Terra nem sempre esteve parcialmente coberta de gelo Durante o período Eoceno, há 50 milhões de anos, a Terra era uma lugar quente e sem nenhum gelo. Mas o que aconteceria se todo o gelo do planeta derretesse hoje?
Os cientistas tem uma boa ideia do que aconteceria com o planeta se todo o gelo derretesse.
As informações parecem ser alarmistas, mas, apesar de serem assustadoras, todas as previsões são reais e possuem enorme respaldo cientifico.


Isso basicamente já está acontecendo, graças ao aquecimento global impulsionado pelo aumento na emissão de gases do efeito estufa. Se todo o gelo do mundo derretesse, a primeira mudança óbvia seria um novo mapa-mundi.

Cidades litorâneas em todo o globo seriam inundadas: Nova York, Tóquio, Rio de Janeiro e dezenas de milhares de outras cidades. Até países inteiros desapareciam como as Maldivas, Tuvalu e Ilhas Salomão. Uma mudança menos perceptível que seria o resultado do derretimento das geleiras seria na duração do dia. A “redistribuição” de tanta água afetaria o “momento de inércia” da Terra de tal maneira que a rotação do planeta diminuiria levemente, fazendo o dia ser 2 ou 3 segundos mais longo.

Não se trata apenas da elevação no nível do mar Há toda uma série de outras catástrofes guardadas para nós se as calotas de gelo derretessem. O perigo de terremotos desencadeados pela desintegração das geleiras é real, tendo em vista que grandes porções de terra atualmente estão cobertas de gelo e algumas placas tectônicas estão adaptadas a ele.

Uma mudança tão significativa na massa e no peso desses locais, provocada pelo degelo, poderia provocar sismos, causando tsunamis no Chile, Nova Zelândia e no Canadá.
Esse tópico é um pouco mais teórico: Os pesquisadores dizem que as crescentes inundações podem fazer com que grandes partes da civilização parem de funcionar. Com enormes cidades debaixo d’água, o mundo, já com uma economia em colapso, viveria uma enorme crise de refugiados. Pensando de forma extrema, isso poderia levar até mesmo a guerras civis em vários países.


Muitos cientistas pensam que os vírus pré-históricos atualmente presos no gelo ártico e antártico poderiam ser liberados se toda a camada de gelo derreter. Pesquisadores já descobriram um vírus pré-histórico “gigante” que eles chamaram de “pithovirus” no pergelissolo siberiano, e hipotetizaram que poderia haver muitas outras surpresas desagradáveis se escondendo no gelo do norte e sul do planeta. Se o gelo do Ártico desaparecer, os ursos polares que reinam como o principal predador na região morrerão,
dando espaço para baleias. Espécies como morsas também ficariam em apuros. Seria um total casos para o ecossistema local.

Algo parecido ocorreria na Antártida, lá muitas espécies de animais, sobretudo algumas de pinguins também poderiam ser extintas. Corais em todos os oceanos branqueariam, e inúmeras espécies de animais, os quais o ciclo do ecossistema dependem, morreriam. Independentemente de como ou quando as calotas de gelo derretem, perdê-las deixaria o nosso planeta ainda mais quente por alguns motivos: Um deles é por algo chamado efeito albedo: Todo aquele gelo branco presente nos polos reflete a luz do sol de volta à atmosfera. A água, que é mais escura, substituiria o gelo no Pólo Norte, por exemplo, e faria o trabalho inverso; absorvendo quase toda a radiação que cai sobre ela.

O outro motivo, e ainda mais alarmante, pelo qual o nosso planeta ficaria mais quente, seria pelo derretimento do gelo presente no pergelissolo. Afinal de contas, o que é o pergissolo?
Conhecido também por permafrost, é o solo das regiões Árticas e Antárticas.

Ele é composto por muita matéria orgânica e gelo e está permanentemente congelado.
Existem enormes bolsões de gás metano acumulado nos solos das regiões polares, um derretimento total das geleiras liberaria trilhões e trilhões de metros cúbicos de gás em nossa atmosfera o que acentuaria de forma inimaginável o aquecimento. É importante frisar, que a liberação de gás metano faz com que enormes crateras surjam absolutamente do nada, elas podem engolir casas inteiras e isso já vem
acontecendo.

Temperaturas mais altas no Ártico após o degelo maciço tornariam o clima bem mais complexo. O fluxo de oeste para leste das correntes de ar, por exemplo, pode desacelerar consideravelmente, o que é um grande problema porque esse fluxo controla como
as tempestades se formam e se movem em toda a Terra. Podemos experimentar condições climáticas mais persistentes ou “presas”, com períodos mais longos de
tempestades e secas.

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