Sexo no espaço: a fronteira final para colonizar Marte?

Se a humanidade realmente pretende colonizar Marte, precisamos estudar maneiras de resolver determinados problemas que a mudança de planeta pode nos trazer.

Nós simplesmente não sabemos o suficiente sobre como a reprodução e o desenvolvimento humano funcionam na fronteira final para planejar com segurança assentamentos permanentes e sustentáveis em Marte ou em qualquer outro lugar distante da Terra, disse Kris Lehnhardt, professor da Universidade George Washington de Medicina e Ciências da Saúde.

“Isso é algo que nós nunca estudamos porque não tem sido relevante até o momento”, disse Lehnhardt no dia 16 de maio, durante uma mesa redonda em On the Launchpad: Return to Deep Space, um evento transmitido online organizado pela revista The Atlantic. “Mas se queremos nos tornar uma espécie espacial e viver no espaço de forma permanente, esta é uma questão crucial que temos de abordar”, acrescentou.

A reprodução fora da Terra não é um tópico completamente ignorado, é claro. Em maio um grupo de pesquisadores japoneses anunciou que o esperma de rato liofilizado que foi armazenado na Estação Espacial Internacional por nove meses deu origem a filhotes saudáveis.

Esses resultados sugerem que os níveis relativamente altos de radiação experimentados no espaço não representam uma barreira intransponível para a reprodução. Mas o esperma do rato foi trazido de volta à Terra para produzir embriões que cresceram aqui. Como um embrião humano se formaria longe da Terra – no ambiente de microgravidade da órbita ou do espaço profundo, ou até mesmo em Marte, onde a gravidade superficial é apenas 38% da existente no nosso planeta – continua sendo um mistério, disse Lehnhardt.

“Não temos ideia de como eles vão se desenvolver”, afirmou ele. “Eles desenvolverão os ossos do mesmo jeito que nós? Será que eles serão capazes de chegar à Terra e ficarem de pé?”.

E há muito para pensar além das questões de desenvolvimento. Por exemplo, as pessoas que nascerem e crescerem em Marte ou em grandes habitats espaciais em órbita terrestre, “serão muito diferentes do que somos”, acrescentou Lehnhardt. “E isso pode ser um ponto de virada na história humana”.

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