A solidão é mais perigosa que o alcoolismo e obesidade

A solidão crônica é mais perigosa que o alcoolismo ou a obesidade e pode matar quem sofre disso, de acordo com o neurocientista argentino Facundo Manes durante a apresentação de seu livro “Usar el cerebro”, realizada em Miami.

Usando sua obra como referência, que o convida a explorar a mente humana para levar uma vida melhor, Manes explica que “o sentimento é apenas um mecanismo biológico, tal como fome ou sede.” No entanto, ele observa que “a diferença é que uma pessoa pode comer ou beber e seus problemas acabam, mas não pode ir para fora e gritar “eu quero ter amigos”.

Em seu livro Manes afirma que “os atos de cooperação humana ativam áreas do cérebro associadas a recompensa e prazer”.

Ele salienta que “quando a mesma tarefa da cooperação é realizada com um computador ou um objeto inanimado, e não com outro ser humano, essas áreas não se ativam”.

O cientista destaca a importância de cuidar do nosso cérebro de várias maneiras e não somente focar em manter baixos os níveis de colesterol, mas também evitar o tabaco, álcool, excesso de peso e stress. Ele sugere que é fundamental fazer algo para “fazer o bem para o cérebro.” A vida social é um dos principais fatores para uma vida melhor. [EFE]

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