Timelapse mostra a fascinante evolução do rosto humano

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Costumamos olhar no espelho diariamente, mas na próxima vez que você voltar a vislumbrar o seu rosto, você vai parar por um tempo e pensar sobre quantos milhões de anos de evolução foram necessário para moldá-lo. Apenas tentar imaginar.  Para te ajudar com esse quebra-cabeça, o paleo-artista John Gurche criou esse vídeo timelapse que levará você a uma longa viagem visual através dos nossos antecessores como espécie.

O vídeo foi lançado em 2013,  entretanto, os cientistas fizeram algumas alterações em torno da nossa árvore genealógica e graças às novas descobertas, o vídeo continua muito relevante como era há dois anos. A viagem começa com o Sahelanthropus tchadensis, um dos ancestrais humanos mais antigos conhecidos, que viveu entre 7 e 6 milhões de anos atrás, na África Centro-Ocidental. Acredita-se essa espécie andava ereta e tinha uma combinação de características parecidas com os macacos e humanos atuais.

Continuamos o nosso caminho através da espécie Australopithecus afarensis, como (AKA Lucy), Homo heidelbergensis e, claro, Homo neanderthalensis, com o rosto lentamente ficando mais “humano” à medida que progredimos. O que é particularmente impressionante são como certas características faciais não mudam, mesmo após mais de 7 milhões de anos. Gurche criou estes modelos de rostos de nossos antepassados graças a colaboração do Programa de Origens Humanas do Museu de História Natural do Smithsonian, e também lançou um livro. Isso não foi apenas uma simples obra de arte, já que as animações estão estreitamente relacionadas com os restos fossilizados de cada espécie que foram encontradas, afim de criar o modelo mais preciso o possível.

Estamos muito felizes em saber que existem artistas dispostos a usarem suas habilidades para trazerem a arte de volta a vida, porque não importa a quantidade de artigos periódicos revisados que você lê sobre a evolução humana, ou os fósseis que você olha, nada é tão real como ver a mudança do rosto humano na frente de seus olhos.

“Você pode se perguntar, qual é o sentido de reconstruir os corpos desses primatas ancestrais? Os ossos encontrados ja não são suficientes?”

 “Há um fascínio na humanidade que é fazer com que a história ganhe vida para que aquilo seja ainda mais real para nós. Nosso passado é muito mais do que apenas palavras em uma página ou o esqueleto de um ser;. É uma consciência que tentamos tocar em nós para desfrutarmos, sermos inspirados, e aprendermos mais para o futuro. ” Yale University Press – sobre o livro de Gurche. [Science Alert]

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