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Top 10 mitos sobre o cérebro: Nós podemos ficar conscientes após uma decapitação? (6/10)

Créditos: Gwoeii | Shutterstock.com

Uma vez na história, a decapitação foi um dos métodos preferidos de execução, em parte graças à guilhotina. Embora muitos países que executam criminosos tenham despachado o método, ele é ainda adotado por alguns governos, grupos terroristas e outros. Não há nada mais finalizante do que arrancar uma cabeça. A guilhotina veio à tona por conta de sua rapidez na execução, relativamente à morte humana. Mas, o quão rápida ela é? Se sua cabeça for cortada, você ainda seria capaz de ver ou se mover, mesmo que por alguns segundos?

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Esse conceito talvez tenha aparecido durante a Revolução Francesa, período em que a guilhotina foi criada. Em 17 de Julho de 1793, uma mulher chamada Charlotte Corday foi executada pelo aparelho por ter assassinado Jean-Paul Marat, um jornalista radical, político e revolucionário. Marat foi morto por suas ideias e, por sua importância, o número de pessoas que foi presenciar o ato de execução de Corday foi grande. Depois que a lâmina cortou o seu pescoço, um dos assistentes executadores bateu em sua cabeça e a levantou. De acordo com as testemunhas, os olhos de Corday se viraram para o homem e a sua face adquiriu uma expressão de indignação. Depois do incidente, foi-se pedido para que as pessoas executadas pela guilhotina piscassem os olhos depois do acontecimento e testemunhas disseram que as cabeças piscaram por mais de 30 segundos.

Outra história geralmente contada de um exemplo parecido aconteceu em meados de 1905. O médico francês Dr. Gabriel Beauriex testemunhou a decapitação de um homem chamado Languille. Ele escreveu imediatamente após o evento que “as pálpebras e os lábios… ficaram em contrações rítmicas irregulares por cinco a seis segundos”. Dr. Beaurieux chamou pelo nome de Languille e relatou que as pálpebras dele “lentamente levantaram-se, sem nenhuma contração espasmódica” e que “suas pupilas focaram-se”. Isso aconteceu uma segunda vez, mas, na terceira vez que Beaurieux falou, ele não teve resposta.

Essas histórias parecem nos fazer credíveis à ideia de que é possível a alguém a retomar consciência, mesmo que por alguns segundos, depois de ser decapitado. Entretanto, muitos médicos acreditam que as reações descritas acima são apenas respostas reflexivas dos músculos, de forma inconsciente, que delibera movimentos. O corte da ligação com o coração (e, consequentemente, do oxigênio) faz com que o cérebro entre, imediatamente, em coma e comece a morrer. De acordo com o Dr. Harold Hillman, a consciência é “perdida em provavelmente 2 a 3 segundos, devido a uma rápida queda da ligação intracranial com o sangue”.

Então, enquanto não é inteiramente impossível de alguém ficar consciente depois de ser decapitada, isso não é provável. Hillman também vai ao ponto de que não é provável que a guilhotina seja indolor. Ele alega que “a morte ocorre em razão da separação do cérebro da medula espinal, depois do corte dos tecidos circundantes. Isso deve causar uma dor aguda, severa e insuportável”. Essa é uma das razões pela qual a guilhotina, e decapitações em geral, não são um método aceitado de execução em muitos países com pena de morte.

[divider]Traduzido e adaptado de:

http://science.howstuffworks.com/life/inside-the-mind/human-brain/10-brain-myths6.htm#page=6

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