Um cacto antigo pode revelar o mistério de antigos rituais no Peru

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Um cacto de cerca de 4.000 anos foi encontrado em perfeito estado em um dos doze edifícios antigos do complexo arqueológico de El Paraiso, localizado em Lima, no Peru, informa o EFE. Segundo os investigadores, o estado do cacto, com cerca de 30 centímetros de comprimento, se relaciona ao fato de que ele estava desidratado, antes de ser enterrado como parte de uma oferenda.

Os arqueólogos acreditam que a planta tenha um significado importante, pois é o primeiro cacto de tal antiguidade encontrado em uma escavação arqueológica. O curador da área, Santiago Morales, disse que o cacto “pode ter sido usado em cerimônias e rituais”, já que pode se tratar de uma espécie alucinógena cujas propriedades eram conhecidas pelos habitantes da época.

A arqueóloga Dayanna Carbonel explicou que esta parte do complexo não era habitada, mas os moradores se reuniram no lugar “periodicamente para fazer rituais”. Além do cacto, durante escavações descobriram o enterro de uma mulher com sinais de ter exercido um grau significativo na sociedade de El Paraíso e enterros de vários animais, como um cão de três meses, dois papagaios e uma arara.

A pesquisa arqueológica tem sido conduzida pelo Ministério da Cultura do Peru em parceria com o Museu Andrés Castillo desde outubro de 2015 e continua as escavações realizadas pelo arqueólogo suíço Fréderic Engel na década de 60 do século passado. Morales disse que o local tem um grande potencial turístico, mesmo que ainda 95% da área arqueológica deva ser investigada. [EFE]

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