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Uma Inteligência Artificial foi treinada para criar novas cores. Este foi o resultado

A Inteligência Artificial fez um enorme progresso na correspondência e superação das habilidades humanas. Por sorte para nós, no entanto, existem muitas áreas em que o carbono ainda supera o silício. E uma delas é a criação de cores.

A pesquisadora de informática Janelle Shane desenvolveu um algoritmo de aprendizado para máquinas que pode não apenas criar cores, como também nomeá-las. E podemos afirmar, com alegria, que as pessoas que trabalham com artes criativas estão a salvo da revolução robótica.

“Olhando para a produtividade da rede neural como um todo, é evidente que: 1) A rede neural realmente gosta de marrom, bege e cinza. 2) A rede neural tem ideias realmente muito ruins para nomes de tinturas”, escreveu Shane em uma publicação na sua página do Tumblr.

Entre as invenções da inteligência artificial, há um cerúleo brilhante chamado “Grey Pubic” (cinza púbico), um rosa delicado chamado “Bank Butt” (banco de bunda), um cinza esverdeado conhecido como “Snowbonk” (trombada de neve), e um rosa que o computador chamou de “Testing” (testando). Mas a maior realização foi um marrom arenoso que ele simplesmente chamou de “Turdly” (um advérbio relacionado a cocô).

Embora a nomeação pareça ridícula, o trabalho por trás disso é absolutamente fascinante. O ponto de partida foi o catálogo de tinta Sherwin-Williams de 7.700 cores. Como Shane explicou à Ars Technica, ela usou um algoritmo capaz de adivinhar o próximo valor em uma sequência. Isso é ótimo para criar novas cores com base em valores RGB, que podem indicar a quantidade de vermelho, verde e azul na cor combinada.

Mas esta abordagem não foi muito boa para a nomeação, então Shane teve que acelerar a criatividade do algoritmo. Este é um algoritmo de aprendizagem, portanto, quanto mais tempo ele passa tentando entender o banco de dados, melhor se torna em nomear as cores. Ou pelo menos essa é a ideia.

“Mais tarde, no processo de treinamento, a rede neural se torna tão bem treinada quanto pode ficar”, Shane continua em seu blog. “Neste ponto, é capaz de reconhecer algumas das cores básicas, como branco, vermelho e cinza. Embora não seja confiável”.

 

O nomeador de tinturas artificial é apenas um dos muitos algoritmos de aprendizagem de máquinas que Shane treinou. Ela já experimentou com jogos como Pokemon, Dungeons & Dragons e a criação de nomes para bandas de rock.

Cientistas e programadores estão atualmente testando os limites de aprendizagem de máquinas. A chave para esta abordagem é dar aos computadores a capacidade de aprender. Os algoritmos não são programados para entender as cores (ou rock), mas eles podem obter uma ideia genérica se você fornecer informações suficientes.

O processo de aprendizagem de máquinas possibilitou programar o AlphaGo, que no ano passado se tornou a primeira inteligência artificial a vencer um humano no antigo jogo Go. Também é usado em recomendações on-line, na detecção de fraudes e até mesmo para treinar carros autodirigidos.

Ainda há alguns detalhes para aperfeiçoar, então é seguro rir das inteligências artificiais. Pelo menos por enquanto.

Originalmente publicado em IFLS.

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