Uma participação cômica do Brasil na Primeira Guerra Mundial: A Batalha das Toninhas

Imagem do navio Vapor Paraná, usado pelo Brasil para transportar suprimentos á Europa na época da guerra. A imagem é meramente ilustrativa, visto que não consegui achar o nome do veículo que participou da Batalha das Toninhas.
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Provavelmente, você, leitor, tem um conhecimento (nem que seja mínimo) da Primeira Guerra Mundial. Ela aconteceu entre 1914 e 1918 e teve, como percussor principal, o neoimperialismo por parte de alguns países europeus e a injustiça que tal causou a outros. Ela foi, também, a causa da Segunda Guerra Mundial, o que, em resumo, nos remete a afirmar que foi o evento mais importante para o século XX, por conta da reação em cadeia acarretada.

Seus participantes dividiram-se na Tríplice Aliança (composta pelo Império Austro-Húngaro, pela Alemanha e pela Itália) e na Tríplice Entente (composta pelo Reino Unido, pela Inglaterra e pelo Império Russo). O que muita pouca gente sabe é que tais alianças também foram auxiliados por diversos outros países periféricos. Um deles foi o Brasil, que forneceu suprimentos, equipamentos e soldados para a patrulha, tendo, inclusive, episódios em que alguns navios foram afundados por alemães.

Um desses episódios é a Batalha das Toninhas. Navios brasileiros na Divisão Naval em Operações de Guerra foram convocados para fazerem uma patrulha e garantir a segurança no estreito de Gibraltar, formação que interliga o mar Mediterrâneo com o Oceano Atlântico e principal zona de entrada de imigrantes na Europa hoje em dia, por ser o ponto africano mais próximo das terras caucasianas. É bastante notório que esse seja um local bastante importante no aspecto político e econômico (mesmo na época da Primeira Guerra). Provavelmente, segundo minha própria concepção, seja por isso que os brasileiros tenham ido empolgados, em busca de uma batalha honrosa, que os tornasse heróis para o Brasil.

A frota foi alertada de que submarinos alemães estavam pela área. Certamente, ou começaram a tremer de medo ou ficaram ainda mais excitados, do tipo de atirar o que estiver em sua frente, por ter um risco de ser um potencial inimigo. Infelizmente (ou felizmente), por acaso do destino, um grupo de toninhas (golfinhos de águas temperadas) resolveu aparecer primeiro que o submarino alemão. O comandante da frota confundiu os animais com o periscópio do veículo germânico e não pensou duas vezes, lançou fogo contra os pobres bichos. Lembra-me dos tempos em que eu era iniciante no Point Blank: ficava agachado esperando alguém passar e, quando passava, começava a atirar com todo o desespero, matando, muitas vezes, a mim mesmo com uma granada.

Climatologia Geográfica
Imagem do navio Vapor Paraná, usado pelo Brasil para transportar suprimentos á Europa na época da guerra. A imagem é meramente ilustrativa, visto que não consegui achar o nome do veículo que participou da Batalha das Toninhas.

Os alemães, depois disso, não apareceram mais. Particularmente, não sei se os alemães não deram as caras por medo, porque nos acharam burros demais para se envolverem em uma batalha conosco ou se estavam apenas guardando rancor para se vingarem em alguma Copa do Mundo, mas a Batalha das Toninhas rendeu muitas piadas na época que se fazem presentes até hoje.

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