Uma profunda mudança no Deserto do Atacama surpreende turistas

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Todo mundo sabe que o deserto de Atacama é um dos lugares mais secos da Terra. O local, conhecido por passar décadas ou até centenas de anos sem chuvas está passando por uma mudança de cores rara com uma flor da primavera que está tomando conta da superfície do solo. A explosão de cores é o resultado de chuvas que varreram a região no início deste ano, as águas regaram as sementes que estavam dormentes no solo por anos. O deserto de Atacama normalmente obtém no máximo 15 milímetros de chuvas por ano, embora algumas regiões do deserto, como Arica, recebem ainda menos, normalmente entre 1 e 3mm de chuvas por ano.

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Quase sempre, a paisagem desértica parece ser de outro mundo, cheia de encostas íngremes e rochosas, lagos de sal e derramamentos de lava antigos. No entanto, este ano,  um grande volume de chuva, que não se via há duas décadas, atingiu a região causando deslizamentos de terra e transbordamento de rios, que mataram 28 pessoas e causaram enormes prejuízos financeiros. Somente em um dia de março, a cidade de Antofagasta, no Chile foi golpeada com 23 mm de chuva, o equivalente a sete anos de precipitação, o que transformou toda a cidade em um rio de lama, de acordo com o The Weather Channel.

flores no chile

Essas chuvas de inverno raras também regaram a paisagem seca, nutrindo sementes de flores que tinham sido enterradas no solo durante anos. O resultado? Um tapete deslumbrante de cor rosa, laranja, amarelo e roxo, cobriu áreas imensas. A explosão de cores também tem sido uma mina de ouro para espécies animais resistentes que vivem na paisagem árida. Roedores, lagartos, pássaros e vários insetos foram todos se banquetearem com as 200 espécies de plantas que apareceram, de acordo com o International Business Times.

“Isso aconteceu de uma forma bem particular, porque fazia mais de 18 anos que não tínhamos um grande florescimento como esse. Em 2010, tivemos uma longa floração, mas a deste ano, 2015, superou todos os  anos anteriores”, disse Rodrigo Ruiz, diretor regional do Serviço Nacional de Turismo do Chile, Sernatur, em uma entrevista ao International Business Times.

Normalmente, essa vegetação ocorre de cinco a 10 anos por causa das escassas chuvas, segundo jornal AccuWeather. Aqueles que desejam observar as flores raras tem apenas mais algumas semanas para ir ao Chile antes que as flores morram.

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