Vacina para o ebola será testada em Serra Leoa

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Esperanças se renovam no intuito de terminar com o surto de ebola que assustou o mundo todo. O estudo de uma nova vacina deve começar em Serra Leoa, com o objetivo de combater a epidemia. Para o estudo, apelidado de “STRIVE”, pesquisadores vão envolver 6000 pessoas, todos trabalhadores da área da saúde e outros profissionais da “linha de frente”, como faxineiros de hospitais e coveiros. O estudo será conduzido nos cinco distritos de Serra Leoa que mais foram afetados pelo surto de ebola.

Alguns participantes vão receber a vacina em sequência, enquanto outros, como parte de um grupo de controle, receberão a vacina seis meses depois. Os pesquisadores então vão comparar as taxas da doença entre os que receberam a vacina com aqueles que ainda estão esperando, dizem os oficiais de acordo com uma publicação do portal americano ‘LiveScience’. “Estou esperançoso de que aquilo nós vamos aprender com esse teste médico vai nos ajudar a se aproximar de uma ferramenta efetiva e segura para proteger as pessoas contra o ebola durante o surto atual e aos possíveis futuros”, disse Anne Schuchat, diretora do National Center for Immunization and Respiratory Diseases.

ebola foto

A vacina é chamada de VSV-ZEBOV e consiste em um vírus que afeta principalmente animais como ratos, suínos e cavalos, chamado de vírus da estomatite vesicular (VSV). Na vacina, um gene do VSV foi realocado com um gene da cepa do ebola proveniente do Zaire – cepa esta responsável pelo surto atual. A vacina não pode causar a doença, mas os pesquisadores esperam poder estimular o sistema imunológico a se proteger da doença. Até o momento, a vacina foi testada por segurança em cerca de 800 pessoas nos Estados Unidos, Canadá, África e Europa.

Como ainda não está claro se a vacina providenciará proteção suficiente contra o ebola, as pessoas que receberem a dose ainda devem tomar as devidas precauções para se proteger do vírus – como o uso de vestimentas apropriadas para tratar de pessoas doentes, por exemplo. Além disso, também existem algumas preocupações no sentido de saber se esse teste será capaz de avaliar a efetividade das vacinas do ebola, já que houve um declínio nos casos da doença no oeste da África nos últimos meses.

Na semana do dia 29 de março até o dia 5 de abril houveram 30 novos casos de ebola relatados na Guinea, Libéria e Serra Leoa – o menor número de casos em uma semana desde maio do ano passado, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. “De fato, nós estamos felizes com o declínio da epidemia na Serra Leoa e nos países ao redor”, disse Schuchat.

Os pesquisadores ajustaram o ‘design’ do teste para maximizar seu sucesso, e planejam definir o sucesso em múltiplas maneiras, como prestando atenção no nível da imunidade adquirida pelas pessoas que receberam a vacina. Schuchat diz que apesar do surto ter diminuído, pessoas ainda continuam sendo infectadas na região.

De acordo com dados apurados pelo ‘LiveScience’, desde que o surto começou no oeste da África no ano passado, mais de 25.500 casos foram relatados, e 10 mil morreram.

Fonte: LiveScience

 

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