Vítimas e agressores de cyberbullying possuem maiores chances de cometer suicídio

230

Receba atualizações em tempo real diretamente no seu dispositivo, inscreva-se agora.

Com informações da Universidade de Swansea – EurekAlert.

Uma pesquisa realizada recentemente pela Universidade de Swansea, no Reino Unido, afirma que crianças e jovens abaixo dos 25 anos vítimas de cyberbullying são mais do que 2x mais propensas a cometer suicídio ou praticar atos ofensivos contra a própria integridade física.

Novas pesquisas indicam, no entanto, que não são apenas as vítimas do cyberbullying que sofrem com comportamentos suicidas, mas os agressores também.

O estudo em questão, liderado pela professora Ann John, da Escola de Medicina da Universidade de Swansea, em colaboração com pesquisadores da Universidade de Oxford e Birmingham, observou mais de 150 mil crianças e jovens em 30 países, durante um período de 21 anos.

As descobertas, publicadas no Journal of Medical INternet Research, demonstraram o significativo impacto que o envolvimento no cyberbullying (seja como vítima ou agressor) pode ter em crianças e jovens.

De acordo com os pesquisadores, é urgente que sejam criadas medidas de prevenção e intervenção para combater o problema.

“A prevenção do cyberbullying deve ser incluída nos programas anti-bullying já praticados pelas escolas, bem como a educação para o convívio em ambientes virtuais”, disse a professora Ann John, antes de complementar: “A prevenção contra o suicídio é essencial em qualquer programa anti-bullying abrangente, e deve incorporar uma abordagem de toda a escola para incluir conscientização e treinamento para funcionários e alunos”.

O estudo também encontrou uma forte ligação entre ser vítima do cyberbullying e se tornar um dos perpetradores do crime virtual. Essa dualidade coloca particularmente os homens em maior risco de depressão e comportamentos suicidas. Essas vulnerabilidades, segundo os pesquisadores, devem ser reconhecidas na escola, para que os agressores podem receber apoio emocional, em vez de serem punidos de forma disciplinar. Isso porque a exclusão escolar pode acabar contribuindo para a sensação de isolamento do indivíduo, levando a sentimentos de desesperança – frequentemente associados a comportamentos suicidas em adolescentes e jovens.

A pesquisa também descobriu que os estudantes que eram vítimas da violência virtual eram menos propensos a relatar a procurar ajuda do que as vítimas – destacando assim a importância das escolas no sentido de incentivar a busca por ajuda nos casos de cyberbullying.

Receba atualizações em tempo real diretamente no seu dispositivo, inscreva-se agora.

Comentários
Carregando...