A história por trás da ‘foto mais aterrorizante’ já tirada no espaço

por Lucas
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O cosmos abriga uma série de maravilhas e terrores, um lugar onde fenômenos como imensos vazios cósmicos coexistem com perigos tão mundanos quanto letais, como gotículas de água em um traje espacial. Entre as inúmeras imagens que capturam essa dualidade, uma se destaca: a fotografia do astronauta Bruce McCandless II, flutuando sem amarras no espaço. Essa imagem icônica, tirada em 7 de fevereiro de 1984, do ônibus espacial Challenger, é frequentemente saudada como “a foto mais aterrorizante do espaço”.

Uma Caminhada Espacial Histórica

A fotografia representa um marco na exploração espacial. Em 7 e novamente em 9 de fevereiro de 1984, os astronautas Bruce McCandless II e Bob Stewart embarcaram em uma jornada inovadora. Eles vestiram suas Unidades de Manobra Tripuladas (MMUs) e se aventuraram fora do Challenger para uma caminhada espacial sem amarras, a primeira na história humana. O ônibus espacial, junto com seus bravos ocupantes, estava se deslocando a uma velocidade estonteante de 28.900 quilômetros por hora (18.000 milhas por hora).

O salto de McCandless no vazio não foi apenas físico, mas também um salto de fé e ciência. Ele relembra em um artigo de 2015 no Guardian, “Minha esposa estava no controle da missão, e havia bastante apreensão.” Para aliviar o clima, ele ecoou as palavras históricas de Neil Armstrong, dizendo: “Pode ter sido um pequeno passo para Neil, mas para mim foi um salto e tanto.”

A Experiência do Voo Espacial

Apesar das velocidades aterrorizantes com que viajavam, os astronautas sentiram uma realidade diferente. As MMUs, propulsionadas por nitrogênio, permitiram que se manobrassem a velocidades comparativamente suaves. Essa tecnologia, reminiscente das primeiras imaginações de viagem espacial, como o cinto de voo de Buck Rogers, proporcionou um ambiente seguro e controlado. Como descreveu o astronauta Vance D. Brand no site da NASA, “Era um dispositivo enorme nas suas costas que era muito bem projetado [e] redundante para que fosse muito seguro, mas [se] movia a cerca de uma a duas ou três milhas por hora.”

Para McCandless, a experiência transcendeu o medo e se aventurou no âmbito da realização profissional e do triunfo pessoal. Sua reflexão sobre a experiência captura a essência da exploração humana: “Foi uma sensação maravilhosa, uma mistura de euforia pessoal e orgulho profissional: havia levado muitos anos para chegar àquele ponto.” Suas palavras, “Não gosto dessas linhas muito usadas ‘desprendeu-se dos laços terrenos da Terra’, mas quando estava livre do ônibus espacial, elas pareceram precisas,” ressoam com a natureza profunda deste evento histórico.

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