Cientistas descobriram um ‘interruptor do medo’ no cérebro e como desligá-lo

por Lucas
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Quando você sente aquele arrepio na espinha ou o suor frio brotando, você sabe que o medo está em jogo. É aquela sensação que você tem quando as sombras parecem se mover por conta própria. Pois é, o medo pode te derrubar, torcer seu estômago em nós e fazer seu coração acelerar como se estivesse correndo uma maratona. Estranhamente, porém, não é apenas sobre o susto; é um pouco como uma montanha-russa também. E não vamos esquecer, o medo tem um trabalho a fazer – nos manter seguros quando o perigo está à espreita.

Mas calma lá, ele nem sempre é o herói da história. Às vezes o medo erra feio. Já ouviu falar em transtornos de ansiedade ou de estresse? É quando o medo é como aquele despertador irritante que simplesmente não para. Ele dispara quando não há absolutamente nenhum motivo, bagunçando com sua cabeça e tornando a vida muito mais difícil do que deveria ser.

Então, cientistas liderados pelo neurobiologista Hui-Quan Li na Universidade da Califórnia em San Diego, decidiram mergulhar fundo no mundo do medo. Eles queriam desvendar o código de por que ficamos assustados e como frear isso. E adivinha? Eles fizeram algumas descobertas bem legais usando camundongos.

Eles modificaram esses camundongos para acenderem como uma árvore de Natal dentro de seus cérebros. Por quê? Para poderem ver o que acontece quando o medo entra em cena. Esses camundongos levaram um pequeno susto com alguns choques elétricos – nada muito severo, apenas o suficiente para a ciência. Quando trouxeram os camundongos de volta ao local do ‘crime’, os pequenos congelaram, assustados até o último fio de pelo. E os que receberam uma descarga maior? Ficaram paralisados de medo até em um lugar totalmente novo.

Olhando dentro de seus cérebros, os cientistas viram algo incrível. Há um lugar chamado dorso da ráfia, bem no tronco cerebral, que geralmente é todo sobre manter seu humor e ansiedade sob controle. Bem, quando os camundongos ficavam realmente assustados, essa parte fazia um giro completo. Mudava de deixar os neurônios todos excitados para colocá-los em modo mudo. Essa inversão mantinha o medo ativo quando deveria ter se acalmado, fazendo os camundongos agirem como se tivessem seu próprio pequeno transtorno de ansiedade.

E aqui é onde a coisa fica séria. A mesma mudança do modo de excitação para modo mudo foi encontrada em humanos que tinham transtorno de estresse pós-traumático (TEPT). Isso é um grande negócio porque significa que podemos estar no caminho certo para entender o medo em nossas próprias cabeças.

Os cientistas encontraram uma maneira de mexer no interruptor do medo em camundongos. Eles usaram um pequeno vírus para interromper a produção do botão de mudo, e voilà! Os camundongos não ficaram mais apavorados. É como se eles aprendessem a dizer, “Calma, é só um susto.”

Mas espera, tem mais! Eles também tentaram eliminar o medo com um antidepressivo comum logo após os camundongos levarem um susto. E adivinha? Funcionou que foi uma beleza, impedindo o medo de entrar em modo turbo. Mas o timing é tudo. Se eles esperassem muito tempo, o remédio era tão útil quanto feriado no domingo.

Então, não, não estamos falando de uma pílula mágica aqui. Mas é um vislumbre de esperança, um passo em direção a descobrir como manter o medo sob controle. Porque agora que os cientistas têm um mapa do fator medo em nossos cérebros, eles podem começar a traçar um curso para águas mais calmas.

Tudo isso está na revista Science, aliás, se você quiser entrar nos detalhes. Mas o ponto principal? Estamos nos aproximando de entender o medo, e talvez, apenas talvez, estejamos no caminho para domar a fera.

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