Nossos edifícios podem ser visíveis para civilizações alienígenas a milhares de anos-luz de distância

por Lucas
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A recente publicação de Z. Osmanov, pesquisador da Busca por Inteligência Extraterrestre (SETI), explora a intrigante questão de se civilizações alienígenas avançadas poderiam detectar a Terra e suas estruturas artificiais. Esta pesquisa, apresentada na Acta Astronautica, aprofunda-se nas capacidades de hipotéticas sociedades alienígenas classificadas como Tipo I e Tipo II na escala de Kardashev. O foco é se tais civilizações, com suas tecnologias avançadas, poderiam identificar objetos feitos pelo homem, como grandes edifícios, navios ou satélites espaciais.

Civilizações do Tipo I, conforme definidas no estudo, são aquelas que podem aproveitar toda a energia disponível em seu planeta de sua estrela hospedeira. Civilizações do Tipo II, por outro lado, são capazes de aproveitar a energia total de sua própria estrela hospedeira. O artigo de Osmanov discute os meios tecnológicos que tais civilizações poderiam empregar para detectar estruturas artificiais na Terra.

Um dos métodos-chave propostos é o uso de interferometria óptica de longa linha de base. Esta técnica envolve o uso de pelo menos dois telescópios separados por vastas distâncias. Osmanov sugere que, em vez de depender de telescópios grandes e únicos de tamanhos astronômicos, empregar múltiplos telescópios dessa maneira poderia ser mais eficaz. A pesquisa reconhece que, mesmo com telescópios extremamente grandes, com diâmetros abrangendo vários milhões de quilômetros, há limites para a distância na qual a Terra pode ser detectada por essas civilizações.

O artigo quantifica essa limitação, afirmando que a distância máxima na qual uma construção na Terra com escala de 10 metros poderia ser espacialmente resolvida é de aproximadamente 3000 anos-luz. Essa avaliação leva em conta as restrições físicas impostas pelas leis do universo, às quais qualquer civilização avançada estaria sujeita.

Além dos aspectos tecnológicos, Osmanov também se refere à equação de Drake. Esta fórmula especulativa é usada para estimar o número de civilizações extraterrestres ativas e comunicativas na galáxia da Via Láctea. A equação considera várias restrições, como o número de planetas em zonas habitáveis. Usando essa equação, Osmanov especula que cerca de 650 civilizações alienígenas podem estar próximas o suficiente para detectar edifícios e estruturas da Terra, desde que estejam procurando por tais sinais.

O artigo enfatiza que a detecção da Terra por essas civilizações dependeria não apenas de suas capacidades tecnológicas, mas também de sua proximidade. Dadas as vastas distâncias envolvidas, civilizações observando a Terra estariam vendo-a como era no passado, devido ao tempo que a luz leva para viajar. Consequentemente, civilizações alienígenas observando a Terra de longe poderiam ver estruturas históricas, como aquelas construídas pelos Maias ou Romanos Antigos, em vez de contemporâneas.

A pesquisa conduzida por Osmanov acrescenta uma nova dimensão à busca contínua por vida extraterrestre. A caça à vida alienígena, como atualmente praticada na Terra, concentra-se principalmente em escanear estrelas em busca de quedas de luz que indicam a presença de exoplanetas e examinar a composição química das atmosferas desses planetas. Este método visa identificar indicadores potenciais de vida. No entanto, o estudo de Osmanov estende essa busca considerando a possibilidade de detectar sinais de vida inteligente através da observação de estruturas artificiais.

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