Cientistas mais próximos de ressuscitar o famoso dodô

por Lucas
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A Colossal Biosciences, empresa pioneira em engenharia genética e desextinção, anunciou uma parceria inovadora com a Mauritian Wildlife Foundation. Essa colaboração é um passo significativo no projeto ambicioso de ressuscitar o dodô, uma espécie extinta no século 17.

Parceria para o Progresso

A aliança entre a Colossal Biosciences e a Mauritian Wildlife Foundation une ciência de ponta e esforços dedicados à conservação. O sucesso da missão depende de dois componentes principais: pesquisa genética avançada e restauração eficaz do habitat. O Grupo de Genômica Aviária da Colossal, central para esta missão, utilizará a experiência da Mauritian Wildlife Foundation em resgate e conservação de aves. Isso garante que os dodôs, uma vez revividos, terão um ambiente adequado para prosperar.

Esta iniciativa não é apenas sobre trazer de volta uma espécie da extinção. Ela destaca um compromisso mais profundo com a restauração do equilíbrio ecológico e biodiversidade. Matt James, Chefe de Animais da Colossal, enfatizou a importância do rewilding, afirmando que seus projetos de desextinção visam reintroduzir animais em seus habitats naturais. Esta abordagem holística é crucial, pois reintroduzir uma espécie sem um habitat viável seria contraproducente.

A Ciência por Trás da Missão

O dodô, uma ave não voadora nativa de Maurício, foi extinta devido à caça desenfreada e à introdução de espécies invasoras por colonizadores europeus. A última confirmação de um dodô foi em 1662, tornando sua revivescência um desafio científico significativo.

Liderando este projeto ambicioso está a Dra. Beth Shapiro, membro do Conselho Científico da Colossal e pioneira em pesquisa genômica. A estratégia da equipe envolve trabalhar com as células germinativas primordiais do Pombo-de-nicobar, o parente vivo mais próximo do dodô, para construir um genoma de referência.

Paralelamente, eles estão desenvolvendo galinhas geneticamente modificadas para servirem como mães substitutas para os dodôs. Este processo intrincado envolve juntar fragmentos de DNA antigos, uma tarefa repleta de complexidades devido à contaminação e degradação ao longo dos séculos.

O fundador e CEO da Colossal Biosciences, Ben Lamm, explicou o processo em detalhes. Identificar o parente vivo mais próximo de uma espécie extinta é crucial para construir um genoma de referência. Isso é seguido pelo processo meticuloso de reconstrução do DNA antigo a partir de restos físicos disponíveis. No caso do dodô, o DNA extraído de um crânio no Museu de História Natural da Dinamarca desempenhou um papel crucial no desenvolvimento do genoma completo.

A visão da Colossal vai além do dodô. Seu Grupo de Genômica Aviária também está focado no resgate genético do pombo-rosa, outra espécie nativa de Maurício e atualmente vulnerável à extinção. Com apenas cerca de 500 indivíduos restantes, o pombo-rosa sofre de uma grave falta de diversidade genética, ameaçando sua sobrevivência.

Usando amostras históricas e técnicas de edição de genes, a Colossal visa reintroduzir a diversidade genética perdida na população de pombos-rosa. Este esforço pode estabelecer um precedente para esforços de conservação em todo o mundo, demonstrando como ferramentas genéticas avançadas podem ser usadas para reforçar a biodiversidade e prevenir a extinção.

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