Físico descobre que viagem no tempo “sem paradoxos” é teoricamente possível

por Lucas
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Germain Tobar, um estudante de física da Universidade de Queensland, na Austrália, realizou avanços significativos no campo da física teórica ao abordar uma das questões mais intrigantes e complexas: a viagem no tempo. Seu trabalho focou principalmente em resolver o notório ‘paradoxo do avô’, que há muito é objeto de debate em círculos científicos e filosóficos.

O paradoxo do avô ilustra uma inconsistência lógica que surge quando uma pessoa viaja no tempo e realiza ações que poderiam potencialmente impedir sua própria existência. A abordagem de Tobar para esse paradoxo envolveu um método único de “quadratura dos números” para tornar a viagem no tempo teoricamente viável sem levar a tais paradoxos.

A teoria de Tobar é baseada nos princípios da dinâmica clássica e na teoria da relatividade geral de Einstein. A dinâmica clássica postula que, conhecendo o estado de um sistema em um determinado momento, pode-se revelar toda a história desse sistema. No entanto, a teoria de Einstein introduz o conceito de laços temporais ou viagem no tempo, onde um evento pode existir tanto no passado quanto no futuro de si mesmo.

Esse conceito desafia o entendimento tradicional da dinâmica. Os cálculos de Tobar sugerem que o espaço-tempo pode se adaptar para evitar paradoxos. Por exemplo, se um viajante do tempo volta para impedir a propagação de uma doença e tem sucesso, não haveria doença para ele voltar no tempo para impedir. No entanto, Tobar propõe que a doença ainda se manifestaria por uma rota ou método diferente, eliminando assim o paradoxo.

Viagem no Tempo

O trabalho de Tobar, embora complexo para não matemáticos, aprofunda-se em processos determinísticos (processos sem aleatoriedade) no contínuo espaço-tempo. Demonstra como curvas fechadas semelhantes ao tempo, previstas por Einstein, podem coexistir com os princípios do livre arbítrio e da física clássica. A pesquisa, supervisionada pelo físico Fabio Costa da Universidade de Queensland, sugere que a estrutura matemática suporta a possibilidade de viagem no tempo sem levar a inconsistências lógicas ou paradoxos.

Uma das principais implicações da teoria de Tobar é a hipótese de que a viagem no tempo, embora teoricamente possível, estaria sujeita a certas limitações para prevenir paradoxos. Segundo esse modelo, os viajantes do tempo teriam liberdade para agir como desejassem, mas suas ações não levariam a situações paradoxais. Por exemplo, esforços para criar um paradoxo resultariam em ajustes nos eventos para manter a consistência. Essa ideia está alinhada com a declaração de Costa de que a variedade de processos matemáticos descobertos indica que a viagem no tempo com livre arbítrio é logicamente possível em nosso universo sem qualquer paradoxo.

Apesar da viabilidade teórica da viagem no tempo sugerida pela pesquisa de Tobar, a realização prática de tal conceito permanece um desafio significativo. O estado atual do desenvolvimento científico e tecnológico permite apenas que a viagem no tempo exista como um constructo teórico, principalmente no âmbito de cálculos matemáticos e hipóteses. O renomado físico Stephen Hawking acreditava no potencial da viagem no tempo, sugerindo que um dia poderia ser alcançável. Se a viagem no tempo se tornasse realidade, a pesquisa de Tobar indica que o mundo no passado se reajustaria em resposta às ações dos viajantes do tempo, preservando assim a consistência da linha do tempo.

A pesquisa de Tobar, embora primariamente teórica, abre novos caminhos para a compreensão da dinâmica do tempo e do espaço. Ela preenche a lacuna entre os reinos da ficção científica e da possibilidade científica, oferecendo um vislumbre de como a viagem no tempo poderia ser integrada ao nosso entendimento do universo. A pesquisa foi publicada na revista Classical and Quantum Gravity, fornecendo uma estrutura matemática detalhada para mais exploração e discussão no campo da física teórica.

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