‘Nuvens arco-íris’ extremamente raras iluminam os céus por 3 dias consecutivos

por Lucas
0 comentário 72 visualizações Nuvens iridescentes com as cores do arco-íris, conhecidas como nuvens estratosféricas polares, têm sido avistadas no Ártico há dias a fio. (Crédito da imagem: Ramunė Šapailaitė)

Os céus acima do Ártico e suas regiões adjacentes testemunharam recentemente um fenômeno natural extraordinário devido a uma onda de frio incomum na alta atmosfera. Este evento, que durou mais de três dias, apresentou a aparição de nuvens estratosféricas polares (NEPs), criando um espetáculo fascinante de nuvens coloridas como um arco-íris. Essas nuvens, também conhecidas como nuvens nacaradas devido à sua semelhança com nácar ou madrepérola, cativaram observadores com seu brilho iridescente.

NEPs são nuvens raras que se formam no alto da estratosfera, tipicamente entre 15 a 25 quilômetros acima da superfície da Terra, uma região onde raramente se desenvolvem nuvens devido aos baixos níveis de umidade. No entanto, sob condições extremas de frio, com temperaturas caindo abaixo de menos 85 graus Celsius negativos, moléculas de água esparsas podem se agrupar em minúsculos cristais de gelo. Esses cristais de gelo, que compõem as nuvens, dispersam a luz solar, quebrando-a em comprimentos de onda individuais ou cores, e criando o efeito deslumbrante semelhante a um arco-íris observado do solo.

As observações recentes dessas nuvens ocorreram em várias partes da Noruega, Suécia, Finlândia, Alasca e até alcançaram o sul da Escócia. Surgindo em 18 de dezembro, essas nuvens permaneceram visíveis até 20 de dezembro, com algumas formações menos distintas aparecendo em 21 de dezembro. A vivacidade das cores atingiu seu auge ao redor do pôr do sol, oferecendo um espetáculo visual inesquecível.

Entendendo a Ciência e as Implicações

'Nuvens arco-íris' extremamente raras iluminam os céus por 3 dias consecutivos

As nuvens vibrantes tornaram-se mais claramente visíveis pouco antes do pôr do sol. (Crédito da imagem: Ramunė Šapailaitė)

Nuvens estratosféricas polares são categorizadas em dois tipos: Tipo I e Tipo II. NEPs do Tipo I consistem em uma combinação de cristais de gelo e ácido nítrico e são conhecidas por produzir cores menos vívidas. Elas também estão ligadas à formação de buracos na camada de ozônio. Em contraste, NEPs do Tipo II, compostas puramente de cristais de gelo, são responsáveis por exibições de cores mais vibrantes. O fenômeno ártico recente envolveu NEPs do Tipo II, conhecidas por suas colorações vívidas.

A formação de NEPs é um evento raro, pois as temperaturas estratosféricas no Ártico raramente caem abaixo do limiar necessário para seu desenvolvimento. Tipicamente, são vistas apenas algumas vezes a cada ano durante os meses de inverno. A ocorrência recente dessas nuvens foi atribuída a um período prolongado de temperaturas incomumente frias no céu. Fatores que influenciam essas temperaturas incluem eventos naturais como o atual El Niño, que pode afetar as condições nos polos. Além disso, a mudança climática causada pelo homem é sugerida como um possível fator contribuinte, embora isso permaneça um assunto de estudo e discussão contínuos.

A ocorrência dessas nuvens não é apenas uma maravilha visual, mas também um ponto de interesse para cientistas que estudam as condições atmosféricas e as mudanças climáticas. A aparição e frequência das NEPs podem oferecer insights sobre fenômenos atmosféricos, bem como os efeitos de fatores naturais e antropogênicos no sistema climático da Terra. O evento recente proporcionou oportunidades valiosas para observação e estudo, contribuindo para nosso entendimento dessas ocorrências atmosféricas raras e belas.

Fonte: LiveScience

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