Uma das características geológicas mais bizarras do mundo ainda permanece um mistério

por Lucas
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A Formação Rochosa Al Naslaa, localizada no Oásis Tayma, na Arábia Saudita, é uma estrutura natural notável e enigmática. Esta formação rochosa de 6 metros de altura é única devido à sua divisão precisa e quase sobrenaturalmente perfeita ao meio. Descoberta em 1877, Al Naslaa se destaca por estar apoiada em dois pedestais e parece que pode tombar a qualquer momento, mas permanece firme. A divisão da rocha é tão limpa que se assemelha a um corte feito por uma máquina moderna, despertando curiosidade e diversas teorias sobre sua origem.

Além de seu mistério, a Formação Rochosa Al Naslaa tem uma história rica, com petroglifos estimados em até 4.000 anos, segundo o Unilad. Essas antigas gravuras sugerem que a rocha tem sido um marco significativo por milhares de anos. No entanto, o principal foco de intrigas permanece na perfeita divisão da rocha, que levou a várias especulações e teorias científicas na tentativa de explicar esse fenômeno natural.

Teorias Explicando a Formação

Uma das características geológicas mais bizarras do mundo ainda permanece um mistério

Uma teoria prevalente sugere que a divisão foi causada por uma falha geológica. O arenito, material que compõe Al Naslaa, é conhecido por sua camada natural e susceptibilidade a falhas. A teoria propõe que o solo sob a rocha pode ter se deslocado em algum momento, fazendo com que a parte mais fraca da rocha, presumivelmente seu centro, se dividisse. Com o tempo, a erosão do vento e da areia poderia ter suavizado o que inicialmente poderia ter sido uma divisão mais irregular, levando à divisão incrivelmente reta observada hoje.

Outra explicação envolve atividade tectônica, um fenômeno não incomum na região do Oásis Tayma. Movimentos na crosta terrestre, junto com as forças de compressão e tensão, poderiam ter contribuído para a divisão da rocha. Esta teoria está alinhada com as características geológicas da área, conhecida por atividades sísmicas e movimentos terrestres.

Uma terceira hipótese é a cunha de geada. Esse processo geológico envolve água infiltrando-se em fissuras nas rochas, que subsequentemente congela e se expande. A expansão faz com que as fissuras se alarguem, podendo levar à divisão das rochas. O site Geologyscience.com cita isso como uma explicação plausível, considerando as condições ambientais naturais que poderiam facilitar tal processo.

Apesar dessas teorias, há também uma sugestão de que a intervenção humana pode ter desempenhado um papel na divisão da rocha. No entanto, esta ideia carece de evidências substanciais e é menos favorecida entre cientistas e pesquisadores. Dada a história antiga da rocha e a falta de qualquer prova conclusiva de interferência humana, essa teoria permanece especulativa.

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