Alertam que os foguetes da SpaceX estão ‘perfurando’ a atmosfera da Terra

por Lucas
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O avanço rápido da indústria espacial, liderado por empresas como a SpaceX, trouxe desenvolvimentos e conquistas notáveis. Contudo, estes avanços vêm com repercussões imprevistas. Recentemente, cientistas expressaram preocupações sobre os buracos temporários criados na atmosfera superior da Terra após lançamentos de foguetes da SpaceX. Esse fenômeno, embora não seja diretamente prejudicial ao meio ambiente ou à vida na Terra, pode apresentar desafios significativos para a astronomia e comunicações.

“Auroras da SpaceX”: Um Novo Fenômeno

O espetáculo de formações semelhantes a auroras vermelhas no céu, chamadas “Auroras da SpaceX”, chamou a atenção do público e da comunidade científica. Essas formações, detectadas pela primeira vez por astrônomos no Observatório McDonald no Texas, aparecem como formas vermelhas, aproximadamente esféricas, visíveis a olho nu.

Diferentemente das auroras tradicionais, estas são um resultado direto dos lançamentos de foguetes da SpaceX. Especificamente, os fenômenos ocorrem durante a descida de foguetes ou suas etapas, levando a buracos atmosféricos temporários que se fecham com o nascer do sol.

O exemplo mais marcante disso ocorreu em julho durante o lançamento do foguete Falcon 9 da SpaceX. O foguete, responsável pelo envio de satélites Starlink, criou uma imagem dramática e um tanto alarmante de um céu que parecia sangrar sobre o Arizona. Esse acontecimento foi ligado ao método único que os foguetes da SpaceX usam para desorbitar, envolvendo queimas breves de combustível para manobrar os detritos que caem em direção ao oceano Atlântico Sul.

Durante esse processo, os foguetes queimam aproximadamente 180 kg de gases de escape, principalmente compostos de água e dióxido de carbono, na borda da ionosfera, potencialmente criando lacunas atmosféricas significativas.

Impactos Potenciais e Oportunidades Científicas

A preocupação entre cientistas se concentra no aumento desses brilhos vermelhos no céu à medida que a SpaceX aumenta seu cronograma de lançamentos. A interferência potencial com observações astronômicas e a interrupção de comunicações de rádio de ondas curtas, bem como sinais de GPS, representam um desafio significativo. Isso é particularmente pertinente, pois a ionosfera, localizada entre 80 e 644 quilômetros acima da superfície da Terra, desempenha um papel crucial na transmissão de ondas de rádio.

No entanto, há um lado positivo nesse desenvolvimento. O estudo desses buracos ionosféricos poderia, ironicamente, fornecer informações valiosas sobre a variabilidade noturna da ionosfera. Como Jeffrey Baumgardner, físico da Universidade de Boston, aponta, observar esses fenômenos poderia aprimorar nosso entendimento da química da ionosfera. Isso é crucial, dado que a densidade da ionosfera varia de noite para noite, e entender sua dinâmica é chave para prever melhor seu comportamento.

Além das auroras, os foguetes da SpaceX têm sido responsáveis por outros espetáculos visuais, como os “espirais da SpaceX”. Estes são criados quando os propulsores giram e despejam combustível excedente no espaço antes de desorbitar. Com a frequência crescente dos lançamentos da SpaceX, esses espirais, juntamente com as auroras, poderiam se tornar visões mais comuns em nossos céus.

Fonte: LiveScience

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