Cientistas tentam explicar “ilhas mágicas” na maior lua de Saturno

por Lucas
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Astrônomos têm estado intrigados por um fenômeno em Titã, a maior lua de Saturno, por mais de uma década. O foco desse interesse são as “ilhas mágicas”, áreas brilhantes e lisas observadas nos oceanos de metano e etano de Titã. Essas ilhas foram notadas pela primeira vez em 2013 pela sonda Cassini-Huygens da NASA. Sua característica peculiar é a natureza transitória; elas aparecem e desaparecem em diferentes observações. Esse comportamento enigmático levou ao termo “ilhas mágicas”.

O estudo recente, publicado no periódico Geophysical Research Letters, oferece uma explicação potencial para essas ilhas. A equipe de pesquisa, liderada por Xinting Yu, cientista planetária e professora assistente na Universidade do Texas em San Antonio, propõe que essas ilhas podem ser compostas de sólidos orgânicos porosos e congelados, flutuando nos oceanos líquidos de Titã. Yu compara isso ao pumice na Terra, que pode flutuar na água devido à sua natureza porosa. Essa comparação é central para entender como essas ilhas podem permanecer flutuando nos mares de metano e etano de Titã.

A hipótese do estudo é particularmente convincente, dadas as propriedades da atmosfera de Titã e a composição de seus oceanos. Metano e etano têm baixa tensão superficial, um fator que pode permitir que materiais porosos flutuem. Os pesquisadores sugerem que se o material das ilhas for semelhante ao “queijo suíço” em porosidade, seria suficientemente flutuante para permanecer na superfície. Por outro lado, materiais mais densos afundariam. Esse comportamento é comparado aos glaciares da Terra, que podem se partir e flutuar como pedaços menores. Se tais aglomerados menores se juntassem, poderiam formar corpos flutuantes maiores.

A lisura dessas ilhas é outro ponto de discussão no estudo. A equipe sugere que uma camada fina e uniforme de sólidos flutuantes poderia contribuir para essa suavidade observada. Aglomerados maiores desses sólidos poderiam potencialmente ser o que é observado como as “ilhas mágicas”.

Titã continua sendo um assunto de grande interesse na ciência planetária, com muitos aspectos ainda inexplorados. Para entender melhor Titã, a NASA planeja enviar uma aeronave robótica chamada Dragonfly para a lua. Essa missão, esperada para ser lançada em mais de uma década, visa fornecer novos insights sobre as características únicas de Titã, incluindo as misteriosas “ilhas mágicas”.

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