Estranha descoberta sugere que as crianças confiam mais em robôs que em humanos

por Lucas
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As crianças de hoje em dia são mais propensas a confiar em um robô do que em um ser humano. Uma equipe internacional decidiu investigar essa tendência fascinante. Eles trabalharam com 111 crianças, de 3 a 6 anos, e adivinhe só? Esses pequenos mostraram uma clara preferência pelos conselhos dos robôs, mesmo quando esses robôs erravam.

As crianças são esponjas de informação. Elas precisam aprender o que é real e o que não é. Os pesquisadores queriam ver como as crianças lidam com informações conflitantes. Em quem elas confiam mais: humanos ou robôs?

Então, dividiram as crianças em grupos e mostraram vídeos de humanos e robôs nomeando objetos. Alguns desses objetos eram familiares, como um prato, enquanto outros eram novos para as crianças. Aqui está o truque: às vezes, os humanos e os robôs davam nomes errados. Um prato chamado de colher, por exemplo. Isso foi para ver como as crianças decidem em quem confiar.

Quando tanto humanos quanto robôs eram igualmente confiáveis, as crianças tendiam a confiar mais nos robôs. Elas preferiam perguntar aos robôs os nomes de novos objetos e acreditavam que as respostas dos robôs estavam corretas. E não parou por aí. Essas crianças também achavam que os robôs eram melhores confidentes, amigos e professores.

Por quê? Porque as crianças achavam que humanos não confiáveis cometiam erros de propósito. Robôs não confiáveis? Nem tanto. As crianças separaram a confiabilidade do robô de sua simpatia como parceiros sociais. Então, os erros dos robôs não afetavam tanto sua posição social quanto acontecia com os humanos.

Interessantemente, as crianças mais velhas eram mais céticas em relação aos humanos, mas apenas quando o robô se mostrava não confiável. No geral, robôs confiáveis lideravam o gráfico de confiança em comparação com humanos confiáveis.

O que está acontecendo aqui? Estamos vendo uma mudança nas dinâmicas de confiança. As crianças de hoje estão crescendo cercadas por tecnologia. Robôs não são apenas legais; eles são vistos como confiáveis. Este estudo pode ter grandes implicações para a educação.

Os pesquisadores não investigaram por que as crianças achavam os robôs tão confiáveis. Eles também usaram interações em vídeo, o que pode não capturar totalmente as dinâmicas do mundo real. Então, interações ao vivo podem ser o próximo passo para confirmar esses achados.

Mas uma coisa é clara: os robôs têm um lugar especial no coração das crianças. Seja porque eles são menos propensos a serem vistos como cometendo erros intencionais ou porque são percebidos como mais confiáveis, os robôs estão ganhando o jogo da confiança.

A pesquisa foi publicada no Computers in Human Behavior.

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