Objeto estranho e não identificado avistado em nossa galáxia

por Lucas
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Um objeto vasto e inexplicado foi avistado em nossa galáxia. Acredita-se que seja ou a estrela de nêutrons mais massiva já observada ou o buraco negro menos massivo encontrado, o que, em qualquer caso, quebraria recordes e desafiaria nosso entendimento do universo.

Quando uma estrela de nêutrons se torna muito massiva, geralmente por se fundir com outras estrelas, ela entra em colapso. Os cientistas não têm certeza exata do que acontece após esse colapso, mas acredita-se que elas se transformem em buracos negros.

Astrônomos estimam que estrelas de nêutrons precisam ter cerca de 2,2 vezes a massa do Sol. Buracos negros que se formam posteriormente são muito maiores, sendo pelo menos cinco vezes mais massivos que o Sol.

A lacuna entre essas duas medidas é conhecida como o “intervalo de massa do buraco negro”. A natureza exata dos objetos que podem preencher essa lacuna não é claramente compreendida pelos cientistas.

O objeto recém-descoberto parece estar na extremidade inferior dessa lacuna, com uma massa estimada de cerca de 2,1 a 2,7 vezes a do Sol. Essa ambiguidade na classificação torna difícil para os astrônomos determinar sua verdadeira natureza, mas há esperança de que sua descoberta possa fornecer informações valiosas sobre essa lacuna misteriosa.

“Qualquer possibilidade para a natureza do companheiro é emocionante”, disse Ben Stappers, professor de astrofísica na Universidade de Manchester. Ele acredita que “Um sistema pulsar–buraco negro será um alvo importante para testar teorias da gravidade e uma estrela de nêutrons pesada fornecerá novos insights sobre a física nuclear em densidades muito altas.”

O objeto foi descoberto em órbita ao redor de um pulsar que gira rapidamente, localizado a cerca de 40.000 anos-luz de distância em um aglomerado estelar densamente povoado. Os astrônomos utilizaram a rotação rítmica do pulsar para entender o objeto.

Foi encontrado usando o Telescópio de Rádio MeerKAT na África do Sul, durante um estudo de NGC 1851, um aglomerado de estrelas antigas que estão tão densamente agrupadas que interagem e às vezes colidem.

Os pulsos do pulsar foram inicialmente detectados, revelando sua natureza como um pulsar de rádio que gira e emite feixes de luz de rádio pelo universo. Esse tique-taque do pulsar possibilitou medições precisas de sua taxa de rotação, que por sua vez levaram à descoberta do objeto denso em órbita com ele.

“Ainda não terminamos com este sistema”, afirmou Arunima Dutta do Instituto Max Planck de Radioastronomia. “Desvendar a verdadeira natureza do companheiro será um ponto de virada em nosso entendimento de estrelas de nêutrons, buracos negros e qualquer outra coisa que possa estar espreitando no intervalo de massa do buraco negro.”

Fonte: New Scientist

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